Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
Aportar é preciso. Yoga para a vida moderna.
Eu corro o dia inteiro. Acordo, dou aulas, cuido dos meus meninos, faço almoço, faço alguns serviços externos, como banco, mercado, estas coisas, faço minha ginástica ou minha prática de yoga, vou pra aula de língua estrangeira, trabalho no site, atendo telefones e alguns alunos, atendo alguns emails de grupos dos quais participo, dou aulas novamente, cuido da janta ou do lanche da noite, fico com os meninos, com meu marido e finalmente vou dormir. No dia seguinte, tudo outra vez.
Mas você também corre o dia todo, aposto que corre!
As pessoas estão todas correndo, faz parte de nosso estilo de vida e são bem poucos aqueles que se deslocam de um compromisso para o outro sem pressa ou calmamente. São menos ainda as pessoas que têm poucos compromissos. Mesmo aposentados correm, nem que corram de um banco para outro resolvendo a burocracia que o governo lhes impõe ou de uma clínica para a outra com esta loucura de exames que os médicos pedem toda vez que inventamos de fazer um check-up ou investigar qualquer mal estar.
Não acho que seja o fim do mundo correr, até os bebês têm nascido de oito meses, parece que a humanidade está se reprogramando para esta aceleração. Se optamos por morar em cidades, demora deslocar-se de um local ao outro, ônibus cheios e atrasados, trânsito lento; então, quando finalmente estamos em um lugar, corremos para dar conta de tudo. É a vida neste século XXI. Dá para aceitar e aprender a viver com isso.
Meus filhos gostam muito de um desenho animado que se chama Bee Movie, A História de Uma Abelha. O personagem principal, Barry, está imensamente frustrado de seguir uma vida pacata dentro sua colméia, trabalhando por toda sua vida numa única função no fabrico do mel e, então, resolve ser o “ás do pólen” e sair da colméia para coletar néctar.
Nesta saída, ele topa com humanos, pela primeira vez, e decide que os humanos “são enormes e malucos e falam que nem malucos, e comem coisas que nem malucos e dirigem que nem malucos!” Tudo bem que Barry estava em Manhattan, mas, sim, parece que somos todos malucos com este ritmo frenético e arrumando sempre coisas para fazer, cursos para freqüentar, locais para conhecer, livros para ler e isso e mais aquilo e aquilo outro.
Desde que Fernando Pessoa disse que navegar é preciso parece que ficamos autorizados a navegar, sempre. E sempre avante.
Mas o verso continua e ele diz “viver não é preciso”. Pois é justamente isso: quem precisa viver afinal? Sentir o cheiro das flores, tomar um banho demorado de cachoeira, ficar quentando o sol num banco de praça, demorar duas horas para terminar o almoço, dormir mais duas para fazer a digestão, parar meia-hora para respirar e meditar… Quem precisa viver quando há tanto para se fazer, não é? Viver não é preciso.
Mas chega lá uma certa idade, depois que o gás da juventude nos mostra que trabalhar 10 horas por dia não está com nada, que sacrificar o tempo com a família não está com nada e que engolir um sanduíche em 10 minutos de almoço não faz nenhum bem para a saúde, que a gente questiona se aportar é que não seria preciso. Sim, aportar, encontrar um porto e baixar âncora. Parar. Ufa, parar.
No meu dia, eu paro, sempre paro e não é apenas quando durmo, porque quando dormimos a gente não pára, por incrível que isso possa parecer. Nosso organismo entra num metabolismo mais baixo, mas poderosas conexões químicas fazem um faxina no corpo, purificando-o dos excessos do dia. E já pensou no nosso coração?! Ele trabalha até quando dormimos, é abelha mais feliz na colméia de nosso organismo!
Eu ia falando sobre parar. Pois é: parar, parar mesmo, é quando você, conscientemente, diminui a respiração, fecha os olhos ou os mantém fixos em qualquer ponto e tenta silenciar a mente. Isso é aportar. E é muito, muito preciso.
Todos podemos aportar a mente, há técnicas para isso, instrumentos usados pelo yoga que nos conduzem, com precisão, até o ponto onde sentimos nosso centro se estabilizar. Há instrumentos que conduzem o navegador, precisamente, pelos mares e oceanos. E inclusive até o porto, seu destino final. Para vivermos esta louca vida, incerta, imprecisa, é importante lograrmos nosso porto seguro, parar e baixar âncoras, seja através da meditação, seja através de uma prática bem focada de asanas, quer através dos pranayamas, quer através de mantras.
Se você corre, experimente parar. Se é um corredor nato e acha que não suportaria uma aula de yoga, saiba que há estilos de yoga bem adequados ao seu jeito mais agitado. Hoje em dia, o yoga é mais atual que nunca. Nunca sabemos para onde vamos e o que nos acontecerá, mas quando nos deixamos conduzir pelo instrumental do yoga, podemos encontrar um destino seguro, que é o auto-conhecimento e a quietude que deixa a mente mais serena.
Experimente o yoga. Sou suspeita para lhe dar este conselho, mas suspeito que também vá lhe fazer muito bem.
Um abraço carinhoso, Mayra C. Castro.
Link do artigo: http://www.navrattna.com.br/blogs/juveve/?p=95
Prática de Iyengar Yoga para o Período de Férias
Aos que vao tirar ferias e querem um modelo de pratica aqui vai uma sugestao que levara de 30min a 45 min para executar trabalhando extensoes , posturas em pe as abertura de virilhas. Nao siga a risca essas fotos, use todo e qualquer suporte que julgar necessario, mantas, blocos, almofadoes e cintos!

Parvatasana em Virasana - Permanência de 1 min, depois torcao lado direito 1 min e lado esquerdo 1 min

Supta Virasana Suporte - Permamência de 5 a 8 min

Supta Virasana - Permanência de 5 a 8 min

Adho Mukka Svanasana - Permanêcia de 3 a 4 min

Uthitta Trikonasana - Permanência de 1 min cada lado (2X)

Virabhadrasana II - Permanência de 1min cada lado (2X)

Parsvottanasana Variacao - Permanêcia de 1 min cada lado (2X)

Virabhadrasana III - Permanência de 1 min cada lado (2X)

Badhakonasana - Permanência de 2 min

Upavisthakonasana - Permanência de 1 min

Upavisthakonasana Variacao_2 - Permanência de 1 mim
Upavisthakonasana Variacao_3 - Permanencia de 1 min
Savasana - Permanencia de 5 a 10 min
Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
Saudações ao Sol, a pratica e Iyengar Yoga seus beneficio e implicações.
Saudações ao Sol são combinações de asanas praticadas em serie que se aprofundam a cada repetição. E tipicamente realizada no inicio das praticas e classicamente ao despertar pela manha. Dessa forma a saudação ao sol pode ser vista como uma preparacao do corpo mente para a pratica.
Calor e gerado pelo corpo elevando a temperatura e dilatando os vasos sanguíneos da superfície do corpo. A vasodilatacao combina com a transpiração para dissipar o calor e regular a temperatura corpórea, o suor também remove as toxinas do corpo.
O calor aumentando eleva a circulação de sangue pelo corpo e faz com que os tendões e ligamentos fiquem mais maleáveis. Fluido sinovial circula nas articulações levando nutrientes para as cartilagens das articulações e removendo matérias mortas dos espaços articulares.
O cérebro cria uma forma de alongamento para a musculatura em praticas regulares. Sentar-se numa cadeira por longas horas ou pedalar cria sinais no cérebro para aplicar um determinado alongamento ao quadril para flexão. A pratica consistente de Iyengar Yoga ira alongar os músculos do corpo todo e criará um alongamento padrão também no cérebro. Os músculos tentem a encurtar enquanto dormimos o que leva a sensação de enrijecimento nas manhas. As saudações ao sol são uma variação de alongamento balístico. Use esse tipo de alongamento para colocar o seu músculo de volta ao alongamento que estava registrado na pratica previa.
A saudação ao sol alternadamente contrai e relaxa grupos musculares.
Isso cria uma ação de bombeamento nas veias e aumenta o retorno de sangue ao coração. O compartimento do coração e usado no seu estagio ótimo e beneficia o ritmo e freqüência cardíaca. Mais sangue circulando nos órgãos vitais incluindo rins, fígado. Aumenta a transpiração e desintoxica o corpo.
Músculos Acessórios da respiração.
Combinar respiração e movimento e um conceito fundamental do yoga. O diafragma e músculos acessórios na respiração movimentam o ar para dentro e para fora dos pulmões. Essa ação oxigena o sangue e remove dióxido de carbono. A taxa respiratória e sua profundidade também auxiliam a regular o Ph dos tecidos. O movimento da respiração e regulada na faringe no nível da glote. Um fechamento parcial da glote aumenta a turbulência da entrada de ar. Essa ação leva mais ar em contato com a mucosa que e rica em sangue na passagem do nariz aquecendo o ar.
Respirar e uma das funções mais primitivas do corpo. E regulada e controlada pelas regiões mais primarias do cérebro. Nos tocamos essas regiões poderosas focando a nossa atenção no mesmo e fazendo as posturas de yoga.
O peitoral menor eleva o peito, os rombóides aproximam as escapulas e ambos em uníssono abrem o peito numa situação de elevação de alca de balde.
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
O corpo fala e não mente
Quando sentimos uma dor seja ela qual for, a última coisa que pensamos é que ela é um aviso de nosso corpo nos alertando que em algum setor de nossa
vida existe alguma coisa errada. Mas é isso, toda e qualquer dor ou alteração
no nosso organismo, tenha ela surgido naturalmente ou em decorrência de
acidentes, têm como origem um desajuste no campo emocional.
porém são situações que nos incomodam, que não resolvemos nem aceitamos.
A convivência inadequada com tais situações, mais dias menos dias, vai
alterando o estado emocional da pessoa e essas alterações vão pouco a pouco
refletindo no seu estado psicológico, apresentando sintomas de depressão,
síndrome do pânico, etc..
Prashant Iyengar e Aulas de Savasana, postura do Morto I
São Cinco Aulas de Savasana abordadas na compilação de “Tuesdays with Prashtant Iyengar” e nesse texto descreveremos as duas primeiras.
Savasana 1ª Aula:
Exercícios de Pranayamas para iniciar. Preparação com bandagem para os olhos, almofadão para a espinha e manta para apoiar a cabeça.
Faca três series de exercícios de inalações. Comece exalando em três áreas diferentes 1) Exale completamente no cérebro e garganta, evacue o cérebro. 2) Exale no tórax ate as costelas flutuantes 3) exale no abdômen.
Os fazendeiros cavam e aram o solo para deixá-lo suscetível ao sol, água e ar; e quando você relaxa de forma absoluta o abdômen prepara-se para o pranayama que acessa os níveis mais profundos desse solo (nosso corpo físico).
Deixe as suas mãos meio caminho para baixo para que você obtenha a expansão horizontal e o peito inflado ao meso tempo. Inale e exale no cérebro, e nos sentidos de percepção externa. A ação de “arar” inicia-se perto das clavículas. Inale desde a) peito as clavículas b) costelas baixas ate o peito c) pélvis ate o abdômen. Continue a arar, a “pentear” o corpo nesses movimentos e melhorar a irrigação e faca ciclos de respiração normal a cada 2 ou 3 ciclos.
Inale e exale profundamente no tórax, profundamente.
Com uma inalação profunda inicie a ação de arar e inale desde: a) diafragma baixo a diafragma alto b) parte alta do abdômen ate a parte baixa do peito c) meio do abdômen ate o meio do peito d) parte baixa do abdômen ate a parte alta do peito. Dessa forma você aumenta gradualmente o alcance dessa “varredura interna”.
Inale nas costelas flutuantes e exale varrendo o abdômen e a pelve. Varra a parte baixa do corpo. Inicie a ação de arar novamente desde a) pelve ate a parte gástrica b) pelve ate o diafragma c) pelve ate o peito d) pelve ate a parte alta do peito.
Faca as inalações cuidadosamente e abra as costelas flutuantes (não abra o peito). Exale evacuando o abdômen. Vá para dentro de você e faca cada ciclo mais profundo, arando cada vez mais profundamente. Pranayamas não são exalações e inalações profundas; você deve perceber os padrões de seu ego e seu engajamento com a respiração. Aprenda a tecnologia que se encontra no segregamento da respiração.
Savasana 2ª Aula:
Você fará um Savasana Nostálgico. Ajuste as partes altas de seu glúteo, estenda e posicione as pernas corretamente. Eleve a dorsal e a parte toraco-dorsal para ajustar braços e ombros.
Deixe a cabeça alinhada. A 3ª e 4ª inalação deve sair da região nasal. O nariz pode ser definido de varias formas. Ele contem a membrana nas paredes internas, o teto do nariz e a parte onde o osso inicia, o chão e parte que fica em coima da gengiva dos dentes superiores, o septo e o que divide a cartilagem entre as duas narinas e as entradas são as regiões acima dos lábios superiores.
Aprenda a inalar por cada uma dessas áreas e através dessas áreas.
A cada 3ª e 4ª inalação deve-se inalar de forma seletiva nas diferentes partes do nariz. Tome alguns ciclos de respiração normal entre esses exercícios. Observe a respiração conforme ela acontece nessas partes diferentes.
Veja o que ocorre na estrutura muscular de seu rosto e observe a maturidade das inalações conforme traz a consciência essas diferentes formas de inalação. Faca as respirações cada vez mais refinadas e mergulhe na quietude que leva o seu Savasana adiante.
O Pâncreas
O pâncreas e o sabor de Ser, uma glândula perto do estomago que produz enzimas digestivas, hormônio da insulina que o nosso corpo usa para metabolizar gorduras e carboidratos. O pâncreas cria energia na forma de glicose, ele leva fogo ao trato digestivo e vira energia. O homem precisa dessa energia para bater o coração e piscar um olho. O homem e conhecido por suas emoções e ações. A ação pode ser física, mental ou intelectual. Um homem anestesiado não pode sentir o gosto, o gosto advém de “swad pinda” (pâncreas) que leva energia ao intelecto, as mentes e suas faculdades. Quando vem um cisco no olho, o olho pisca. Se o olho não piscar para o cérebro e uma catástrofe e seu sistema de defesa cai. Não agradeça ao seu cérebro por simplesmente mover seus olhos, agradeça também ao pâncreas que fornece a energia para tal ação.




